sábado, 8 de fevereiro de 2014
AN-PANA-SATI-YOGA- A ILUMINAÇÃO DE BHUDDA
ANAPANASATI - YOGA
Agora vou abordar cada uma das técnicas: “Shiva respondeu: ‘Ó Ser Radiante, esta experiência pode surgir entre duas respirações. Após inspirar e pouco antes de expirar – o benefício’. “Esta é a técnica: “Ó Ser Radiante, esta experiência pode surgir entre duas respirações”. Após inspirar e pouco antes de expirar, “o benefício”. Fique atento entre esses dois pontos e o que acontece. Quando a respiração entrar, observe. Quando a respiração entrar, OBSERVE. Por um único momento, ou por milésimo de momento, a respiração não existe – antes de ela voltar, para cima, antes de ela sair. A pessoa inspira; então existe certo ponto no qual o ar pára. Depois, o ar sai. Quando o ar sai, novamente, por um único instante, ou uma parte de instante, a respiração pára. Depois o ar entra.
Antes de o ar entrar ou sair, existe um momento no qual você não está respirando. Nesse momento, o acontecimento é possível, porque, quando você não está respirando, você não está no mundo. Entenda isto: quando você não está respirando, está morto: ainda existe, mas morto. O momento, entretanto, é de tão curta duração que você jamais o observa.
Para a tantra, cada expiração é uma morte e cada nova inspiração é um renascimento. Inspirar é renascer; expirar é morrer. Expiração é sinônimo de morte; inspiração é sinônimo de vida. Assim, com cada respiração você está morrendo e renascendo. O intervalo entre os dois movimentos é de duração muito curta, mas a observação aguçada e sincera e a atenção vão fazê-lo sentir o intervalo. Se você puder sentir o intervalo, diz Shiva, o benefício. Então nada mais é necessário. Você está abençoado. Você conheceu; a coisa aconteceu.
Você não precisa treinar a respiração. Deixe-a assim como é. Por que uma técnica tão simples? Parece tão simples. Uma técnica tão simples para conhecer a Verdade? Conhecer a Verdade significa conhecer o que não nem morre, conhecer esse elemento eterno que sempre é. Você pode conhecer a expiração, pode conhecer a inspiração, mas nunca conhece o intervalo entre os dois movimentos.
Experimente-o. Subitamente você pegará o ponto – e você pode pegá-lo: ele já está aí. Não há nada para ser acrescentado a você ou à sua estrutura: ele já está aí. Tudo já está aí, exceto certa consciência. Então, como fazer? Primeiro, torne-se consciente da inspiração. Observe-a. Esqueça tudo: apenas observe a inspiração – a própria passagem em si. Quando a inspiração tocar suas narinas, sinta-a aí. Então deixe que ela se mova para dentro. Movimente a respiração repleto de consciência. Quando o ar estiver descendo, descendo, desça com ele, não o perca. Não vá à frente nem o siga. Vá junto com ele. Lembre-se disto: não vá à frente; não o siga como uma sombra. Vá ao mesmo tempo que ele.
A respiração e a consciência devem unificar-se. O ar entra: você também entra. Só então será possível alcançar o ponto que fica entre as duas respirações. Não será fácil.
Entre com a inspiração, depois saia com a expiração: para dentro, para fora. Buda praticou especialmente este método, por isso ele tornou-se um método budista. Na terminologia budista, é conhecido como “Anapanasati Yoga”. E a iluminação de Buda foi baseada nesta técnica – apenas esta.
Todas as religiões do mundo, todos os videntes do mundo chegaram através de uma ou outra técnica, e todas essas técnicas estarão nestas 112 técnicas. Esta primeira é uma técnica budista. Tornou-se conhecida no mundo como uma técnica budista. Tornou-se conhecida no mundo como uma técnica budista porque Buda alcançou a iluminação através dela. Buda disse: “Fique atento à sua respiração, como ela entra e sai – entra e sai”. Ele nunca mencionou o intervalo, porque não há necessidade. Buda pensou e sentiu que se você ficar preocupado com o intervalo, com a pausa entre as duas respirações, essa preocupação poderá perturbar sua consciência. Assim, ele simplesmente disse: “Fique atento! Quando o ar entrar, entre com ele e, quando o ar sair, saia com ele. Faça simplesmente isto: entre e saia com a respiração”. Ele nunca diz nada sobre a última parte da técnica.
A razão é que Buda falava para homens muito simples, e talvez isso pudesse criar um desejo de alcançar o intervalo. Esse desejo de atingir o intervalo poderia tornar-se uma barreira para a consciência, porque, se você estiver desejando chegar ao inrtervalo, irá adiantar-se. A inspiração estará entrando e você estará à frente porque estará interessado na pausa que acontecerá no futuro. Buda nunca menciona isso, assim, a técnica de Buda é incompleta.
Mas a outra parte vem automaticamente. Se você continuar a praticar a respiração consciente, a respiração atenta, subitamente, um dia, sem saber, chegará ao intervalo – porque, à medida que a sua consciência se vai tornando aguda, profunda e intensa, à medida que sua consciência vai ficando focada (o mundo todo está excluído, somente a sua respiração entrando e saindo é o seu mundo – a arena toda só para a sua consciência), subitamente, você é capaz de perceber a pausa na qual não há nenhuma respiração.
Quando você se está movendo com a respiração minuciosamente, quando não há respiração, como você pode permanecer inconsciente? De repente você se torna consciente de que não há respiração. E chegará o momento em que você irá sentir que a respiração não está entrando nem saindo. A respiração parou completamente. Nessa parada, “o benefício”.
Esta única técnica é suficiente para milhões de pessoas. A Ásia inteira experimentou e viveu esta técnica durante séculos. O Tibete, a China, o Japão, Burma, a Tailândia (Sião), o Ceilão, a Ásia inteira, exceto a Índia, experimentou esta técnica – apenas uma técnica -, e milhares e milhares de pessoas alcançaram a iluminação através dela. E esta é apenas a primeira técnica.
Mas, infelizmente, por esta técnica ter-se associado ao nome de Buda, os hindus a têm evitado. Por ela ter-se tornado cada vez mais conhecida como um método budista, os hindus a esqueceram completamente. E não apenas isso: eles tentaram evitá-la também por outra razão. Por esta técnica ter sido a primeira técnica mencionada por Shiva, muitos budistas pretenderam que o Vigyana Bhairava Tantra fosse um livro busdista, não um livro hindu.
Ela não é hindu nem budista, uma técnica e apenas uma técnica. Buda a usou, mas ela já existia para ser usada. Buda tornou-se Buda (um iluminado) por causa da técnica. A técnica precedeu Buda; a técnica já existia. Experimente-a. É uma das técnicas mais simples – comparada a outras: não digo que seja fácil para você. Outras técnicas serão mais difíceis. Eis por que é mencionada como a primeira.
TÉCNICA :"ANA-PANA-SATI-YOGA" A ILUMINAÇÃO DE BUDDHA"
A Verdadeira Rebelião
1. Não se Identifique com Seus Pensamentos/Sentimentos
“Se você quiser frustrar a dominação da mente, destrua todas as identificações com ela. Um pensamento surge em você – não se torne um com ele! Tornando-se um com ele você o fortalece; Mantenha distância. Fique como se você estivesse apenas de pé na calçada observando as pessoas passando. Olhe isso como você olharia uma nuvem no céu distante enquanto você está de pé embaixo na terra. Não se identifique. Não se una com seus pensamentos. Não diga, ‘Esse é meu pensamento’, tão logo você diz ‘meu’, você já está identificado; logo que você fica identificado com isso, toda sua energia flui para esse pensamento. É essa energia que faz de você um escravo – e essa é sua própria energia!
Não fique identificado. Quando você começa a se distanciar de seus pensamentos, estes começam a perder força e ficam sem vida, eles não obtêm nenhuma energia.
2. Espere Pelo Intervalo
Quando a raiva aparecer, fique longe dela e observe. Deixe a raiva surgir; deixe-a permear seu corpo. Ela irá lhe envolver de todos os lados. Permita isso! Você só tem que lembrar de um pequeno fato – você não é sua raiva. Não tenha muita pressa em mergulhar nela, porque será difícil sair disso.
Observe sua raiva, mas seja firme num ponto: se você realmente tem que responder ao homem que lhe insultou, faça isso quando a raiva tiver passado. Sob nenhuma circunstância responda antes disso.
No princípio isso vai ser difícil, muito difícil. Você terá que ficar muito alerta e em guarda, mas gradualmente se tornará fácil. Quanto maior a distância que você criar entre você e seus pensamentos, mais você estabelece seu controle: você, porém, fica tão perto, tão próximo de seus desejos que você até mesmo esqueceu de que existe alguma distância entre você e eles – de que há algum intervalo entre os dois.
Comece hoje. Os resultados não virão imediatamente, porque sua proximidade, sua associação, tem existido por incontáveis nascimentos. Associações tão antigas não podem ser interrompidas num dia; isso levará tempo, mas pequenos esforços de sua parte irá suportar resultados, porque essa identificação é falsa.
Enquanto sua mente for sua mestra, você irá permanecer um escravo. No momento que você compreender a realidade, uma liberdade natural acontece. Não lute com a mente. Lute, e a liberdade natural não irá surgir. Se você lutar você dá a mente um status igual. Ela era uma amiga antes, agora ela é uma inimiga. O mestre não é um igual; o mestre está sempre acima – nos céus, e o servo está sempre abaixo – no chão. Quando você for um mestre você adquire a liberdade que é natural, e esta liberdade é única”.
Osho: The Great Path
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
meditação é UMA EXPERIÊNCIA.
Meditação é UMA EXPERIÊNCIA
Você não acredita em Deus? Isso não é um obstáculo à meditação. Não acredita na alma? Isso também não é obstáculo à meditação. Não acredita em coisa alguma? Isso não é um obstáculo. Você pode meditar, porque a meditação simplesmente diz como ir para dentro: não importa se ali existe ou não uma alma, se existe ou não um Deus, não importa.
Uma coisa é certa: você existe. Se você existirá ou não depois da morte não importa. Só uma coisa importa: neste momento, você existe. Quem é você? Entrar em você é meditação –entrar mais fundo em seu próprio ser. Talvez ele seja apenas momentâneo; talvez seja eterno, talvez a morte ponha um fim a tudo. Não impomos nenhuma condição na qual você deva acreditar. Dizemos apenas que você tem de experimentar. Simplesmente tente! Um dia, acontece: os pensamentos não mais estão presentes. E, subitamente, quando os pensamentos desaparecem, o corpo e você estão separados – porque os pensamentos são a ponte. Através deles você se une ao corpo; esse é o elo. De repente o elo desaparece –você está presente, o corpo está presente, e há um abismo infinito entre os dois. Então, você sabe que o corpo morrerá, mas que você não pode morrer. Então, isso não é algo como um dogma; não é um credo, é uma experiência – incontestável. Nesse dia, a morte desaparece, nesse dia, a dúvida desaparece, porque, agora, você não tem de estar sempre se defendendo. Ninguém pode destruí-lo, você é indestrutível. Então surge a confiança, ela transborda. E confiar é estar em êxtase; confiar é estar em Deus; confiar é sentir-se preenchido.
Por isso não digo para cultivar a confiança. Digo para experimentar a meditação.
Célio José Bighetti – Psicoterapeuta Holístico e Instrutor de Meditação. Crt 38000.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
A ESPIRITUALIDADE NÃO PODE VIR DO DESEJO
A ESPIRITUALIDADE NÃO PODE VIR DO DESEJO
Duas coisas a serem lembradas. Primeira: a espiritualidade não pode vir do desejo, porque o desejo é a raiz causal de toda a nossa ansiedade e angústia. E você não pode dirigir seus desejos para o reino espiritual. Mas isso acontece, é natural, porque conhecemos somente um movimento - que é o desejo. Nós desejamos as coisas do mundo. Alguém deseja riqueza, alguém deseja fama, alguém deseja prestígio e poder, ou outra coisa qualquer. Desejamos coisas do mundo e, através desse desejar, ficamos frustrados.
Você pode alcançar a riqueza, mas a esperança que estava dependurada ali - o sonho de felicidade, de bem-aventurança, de uma vida extasiada - isso não é preenchido. Se a riqueza é alcançada, então também, você se sentirá frustrado, porque a promessa não é preenchida, o sonho não é preenchido. Tudo está ali. Os meios estão ali, e o fim escapou. O fim é sempre ilusório.
E o desejar é o problema, não o que você deseja - este não é o problema. O que você deseja não é o problema - você desejar é o problema. Agora você está novamente desejando e você ficará frustrado do mesmo jeito. Se você alcançar, ficará frustrado. Se você não alcançar, ficará frustrado. O mesmo acontecerá a você, porque você não foi capaz de ver o pormenor, você perdeu o pormenor.
E, quando você deseja, a impaciência fatalmente está presente, porque a mente não quer esperar, a mente não quer adiar. Ela é impaciente. A impaciência é a sombra do desejo. Quanto mais intenso o desejo, mais impaciência existirá. E a impaciência criará perturbação. Assim, como você alcançará a meditação? O desejo criará movimento na mente e, então, o ato de desejar criará impaciência, e a impaciência o levará a mais perturbações.
Assim, acontece - e eu observo isso diariamente - que uma pessoa que esteve vivendo uma vida muito mundana, não era comumente tão perturbada. Quando essa pessoa começa a meditar, ou a buscar a dimensão religiosa, ela se torna mais perturbada, mais do que nunca. A razão é que agora ela tem um desejo ainda mais intenso, portanto mais impaciência. E, com as coisas mundanas, as coisas eram tão reais e objetivas, que ela podia esperar por elas - elas estavam sempre a seu alcance. Agora, no reino espiritual, as coisas são tão evasivas, tão distantes... - elas nunca parecem estar ao alcance. A vida parece ser muito curta e, agora, o objeto de desejo parece ser infinito - há mais impaciência e, então, mais perturbação. E com uma mente perturbada como você pode meditar? Assim, isso vira um enigma. Tente compreender isso. Se você está realmente frustrado e chegou a sentir que tudo o que está fora é fútil - dinheiro ou sexo ou poder ou prestígio, tudo fútil - se você chegou a esta percepção, então, uma profunda percepção também é necessária. Se essas coisas são fúteis, então, o ato de desejar é até mais fútil: você deseja e deseja e nada acontece - e seu ato de desejar cria a miséria. Olhe para o fato de que o ato de desejar cria miséria. Se você não deseja, não há miséria. Assim, abandone o ato de desejar. E não crie um novo desejo: simplesmente abandone o ato de desejar. Não crie um desejo espiritual. Não diga: "Agora eu estou indo em busca de Deus. Agora eu estou indo descobrir isto e aquilo. Agora, eu vou perceber a verdade.". Não crie um novo desejo. Se você criar, isso mostra que você não compreendeu sua miséria.
Olhe para a miséria que o desejo cria. Sinta que o desejo é miséria e abandone-o. Nenhum esforço é necessário para abandoná-lo. Lembre-se: se você fizer um esforço, você criará um outro desejo. Eis por que você precisa de algum outro desejo, porque, então, você pode deixá-lo. Se algum outro desejo existir, você pode se dependurar nele. Você pode agarrar-se ao novo desejo e pode deixar o antigo. Deixar o antigo é fácil se você tem algo novo a conseguir, mas, então, você está perdendo todo o pormenor. Simplesmente deixe o desejo, porque ele é miséria; e não crie um novo desejo.
Célio José Bighetti – Psicoterapeuta Holístico e Instrutor de Meditação.
A BUSCA ESPIRITUAL
Busca espiritual significa chegar a um acordo com a realidade atual, não com uma projeção sonhadora. Toda a nossa vida é apenas uma projeção, sonhos projetados. Ela não existe para conhecer o que é; existe para se obter o que é desejado.
Você pode tomar a palavra "desejo" como um símbolo do que nós chamamos de vida. A vida é uma projeção dos desejos: você não está à procura do que é; está à procura do que é desejado.
Você continua desejando e a vida continua sendo frustrante porque ela é como é. Ela não pode ser como você quer. Você fica desiludido. Não porque a realidade seja antagônica a você, mas sim porque você não está em sintonia com a realidade, apenas com seus sonhos.
Seus sonhos têm uma desilusão que o arruínam. Enquanto você está sonhando, tudo está certo; mas quando qualquer sonho é alcançado, tudo se torna desilusão.
Busca espiritual significa conhecer essa parte negativa: esse desejar é a raiz causal da frustração.
Desejar é criar um inferno por livre e espontânea vontade. Desejar é estar no mundo: ser mundano é desejar e continuar desejando, sem nunca tornar-se alerta de que cada desejo não dá em nada além de frustrações. Uma vez que você se torna alerta para isso, então não mais deseja.
Ou seu único desejo é conhecer o que realmente é. Nesse momento, você decide: "Não continuarei projetando a mim mesmo, conhecerei o que é. Não porque devo ser desse modo e a realidade deva ser daquele outro modo, mas apenas por isto: quero conhecer a realidade seja ela qual for— nua como ela é. Não projetarei, não entrarei nisso. Quero encontrar a vida como ela é".
Ai começa a busca espiritual....a busca daquilo que É.
Célio José Bighetti – (Swami Dharma Grahi) – Psicoterapeuta da Alma.
sábado, 17 de agosto de 2013
QUAL A DIFERENÇA ENTRE CONHECIMENTO E CONHECER
Não há nenhuma diferença no dicionário, mas, na existência, há uma tremenda diferença. O conhecimento é uma teoria; o conhecer é uma experiência. Conhecer quer dizer que você abre os olhos e você vê; conhecimento significa que alguém abriu os olhos, viu e fala sobre isso, e você, simplesmente, continua a acumular informações. O conhecimento é possível mesmo se você for cego. Conhecimento é possível... Sem olhos você pode aprender muitas coisas sobre a luz, mas o conhecer não é possível, se você é cego. O conhecer é possível apenas se seus olhos estiverem curados, se você puder ver. O conhecer é autenticamente a sua experiência; o conhecimento é falso. Não dependa do conhecimento, senão você continua a perder o significado. O conhecimento pode lhe dar apenas uma promessa falsa. Ela nunca é cumprida. O conhecimento pode lhe dar apenas pseudomoedas. Elas não têm valor. Cuidado com elas. O conhecimento pode fazê-lo sentir-se muito bem, porque ele reforça seu ego. Você começa a sentir como se conhecesse. Mas, lembre-se, é “como se”, realmente, não é o caso. E quando você sente “eu conheço”, o “eu” é reforçado. Antes que um homem possa tornar-se um homem que conhece, ele terá de abandonar todo o conhecimento. Essa é a verdadeira renúncia. Tenho visto pessoas renunciando a seus filhos -- o que é tolo, porque as pessoas não estão impedindo o caminho para Deus. Tenho visto pessoas renunciando a suas esposas, seus maridos --- o que é estúpido, pois no marido e na esposa, Deus está presente. Deus está vivo neles. Quando você renuncia à sua esposa, você renuncia a Deus -- Deus na forma de sua esposa. Quando renuncia a seu marido, você renuncia a Deus que veio na forma de seu marido. Veja.....um homem renuncia à vida, vai aos Himalaias, mas ele nasceu cristão, ele permanece cristão, maometano, ou outra religião qualquer, ele permanece isso. Mesmo na profundidade dos Himalaias, sentado sozinho em uma caverna, ele permanece cristão ou maometano. Se você ainda for maometano ou cristão, você ainda faz parte da sociedade chamada cristã ou maometana. Porque essas religiões são da sociedade, precisam pertencer a uma sociedade, sejam elas uma seita, uma multidão, hinduísmo, islamismo, cristianismo, jainismo ou budismo são todos nomes de diferentes tipos de multidão. E você diz que deixou o mundo? Então por que você trouxe sua multidão e seus pertences? E o que você que dizer chamando-se de cristão? Você quer dizer que carrega certo tipo de conhecimento – conhecimento importado através da Bíblia. Ou se pensa que é um maometano, conhecimento através do Alcorão. Você não renunciou ao conhecimento. Os sábios dizem que, se você quer renunciar a algo, renuncie ao conhecimento. Essa é a maior coragem -- porque, quando você renuncia ao conhecimento, o ego começa a desaparecer. O ego morre naturalmente. Ele não pode existir. No momento em que você diz: ”Eu não sei”, sentiu a pureza desse momento? Sentiu o silêncio desse momento? Quando você expressa: “Eu não sei”, essa é uma das maiores afirmações que o homem pode fazer -- e esse é o começo .....
Célio José Bighetti – Psicoterapeuta Holístico e Instrutor de Meditação.
terça-feira, 18 de junho de 2013
O CORPO PRECISA SER REUNIFICADO
Pergunta a Osho: Eu reparei que, quando sinto raiva, tristeza ou preocupação, ela se reflete numa sensação física no estômago, no plexo solar. Às vezes, se estou muito perturbado, esse sentimento é tão forte que tenho dificuldade para dormir e não tenho vontade de comer. Você pode falar a respeito?
Todo mundo está carregando um bocado de lixo no estômago, porque esse é o único espaço do corpo em que você pode reprimir as coisas. Não existe outro. Se você quer reprimir alguma coisa, você tem de fazer isso no estômago.
Você quer chorar — a sua mulher morreu, a pessoa amada morreu, um amigo seu morreu —, mas chorar não parece adequado. Se chora a perda de alguém, é como se fosse fraco, então você reprime o choro. Onde você vai pôr esse choro?
Naturalmente, tem de reprimi-lo no estômago. Esse é o único local disponível no corpo, o único local oco onde você pode armazenar as coisas.
Se você reprime no estômago... E todo mundo reprime esse tipo de emoção — amor, sexualidade, raiva, tristeza, choro e até risadas. Você não pode dar uma boa gargalhada, isso parece rude, vulgar. Em muitas culturas, se a pessoa dá uma boa gargalhada, significa que ela não tem educação. Então você reprime tudo.
E por causa dessa repressão você não consegue respirar fundo, a sua respiração é superficial. Se você respira fundo, essas feridas causadas pela repressão liberam energia. Você fica com medo. Todo mundo tem medo da respiração abdominal.
Toda criança, quando nasce, respira pela barriga. Olhe uma criança dormindo; a barriga sobe e desce, não o peito. Nenhuma criança respira com o peito; elas respiram com a barriga. Elas são completamente livres, nada as está reprimindo. O estômago delas está vazio de repressão, e esse vazio tem uma beleza no corpo.
Quando o estômago tem muita coisa reprimida, o corpo se divide em duas partes, a inferior e a superior. Você deixa de ser um só e passa a ser dois. A parte inferior é descartada. A unidade é perdida; surge uma dualidade no seu ser.
Você pode até ser bonito, mas não é mais gracioso. Você está carregando dois corpos em vez de um e sempre haverá uma lacuna entre os dois. Você não consegue andar com graciosidade, parece que tem de carregar as pernas. Na verdade, quando o corpo é um só, as suas pernas é que carregam você. Se o corpo está dividido em dois, então é você que tem de carregar as suas pernas.
Você tem de arrastar o corpo, como se ele fosse um fardo. Você não consegue fazer uma boa caminhada, não consegue dar umas boas braçadas na água, não consegue apreciar uma boa corrida — porque o corpo não é um só.
Para fazer todos esses movimentos, e apreciá-los, o corpo precisa ser reunificado. É preciso criar um uníssono outra vez; o estômago terá de passar por uma limpeza completa.
Para fazer essa limpeza no estômago, é necessária uma respiração muito profunda, porque, quando você inspira e expira profundamente, o estômago joga fora tudo o que ele está carregando. Nas expirações, o estômago se esvazia.
Por isso é tão importante uma respiração profunda. A ênfase deve recair nas expirações, de modo que o estômago possa se livrar de tudo o que ele está carregando desnecessariamente.
E, quando o estômago não está mais carregando emoções dentro dele, se você tiver constipação, de uma hora para outra ela também desaparecerá. Se estiver reprimindo emoções no estômago, haverá constipação porque o estômago não está funcionando livremente. Você está exercendo um controle profundo sobre ele; não lhe dá liberdade.
Portanto, se as emoções forem reprimidas, haverá constipação. A constipação é uma doença mais mental do que física; ela pertence mais à mente do que ao corpo.
Mas, lembre-se, eu não estou dividindo a mente e o corpo em dois. Eles são dois aspectos do mesmo fenômeno. Mente e corpo não são duas coisas separadas; o seu corpo é um fenômeno psicossomático. A mente é a parte mais sutil do corpo, e o corpo é a parte mais grosseira da mente.
E eles afetam um ao outro; andam juntos. Se você estiver reprimindo alguma coisa na mente, o corpo começará uma jornada de repressão. Se a mente liberar alguma coisa, o corpo também liberará. É por isso que eu enfatizo tanto a catarse nas meditações que desenvolvo. A catarse é um processo de limpeza.
Osho, em "Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa
Célio José Bighetti – (Swami Dharma Grahi) – Psicoterapeuta Holístico e Instrutor de Meditação.
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